A relação entre a fama no Big Brother Brasil e o sucesso nas urnas parece não ter se concretizado nas eleições de 2026. Em um cenário onde as celebridades já são presença habitual na política, ex-BBBs tentaram transformar sua popularidade em votos, mas o resultado foi decepcionante.
Vários candidatos conhecidos do programa não conseguiram se eleger, apesar de sua visibilidade. Matteus Amaral, que ficou em segundo lugar na 24ª edição do reality, recebeu mais de 51 mil votos ao tentar uma vaga para deputado federal no Rio Grande do Sul, mas isso não foi suficiente para garantir uma cadeira no legislativo.
No Amazonas, foi a vez de Vivian Amorim, que atuou como deputada estadual, mas com apenas 10.797 votos, também ficou de fora das 24 vagas disponíveis na Assembleia Legislativa. A situação de Gyselle Soares foi ainda mais drástica, pois sua candidatura chegou a ser registrada como renúncia antes mesmo de aparecer nas urnas.
Saindo do Norte, em São Paulo, dois ex-BBBs com histórias diferentes na política também tentaram a sorte nas eleições. Adrilles Jorge e Lucas Penteado dispararam suas candidaturas, mas enquanto Adrilles conseguiu 26.694 votos, Lucas alcançou apenas 3.448, não sendo suficiente para ocuparem uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Rachel Sheherazade, a jornalista e ex-participante de “A Fazenda 15”, também não teve o suporte esperado. Ela se lançou como candidata a deputada federal em São Paulo, mas com 22.453 votos, ficou na 169ª posição entre concorrentes, longe das 70 vagas disponíveis.
Outro que teve um desempenho abaixo do esperado foi Jean Wyllys, do “BBB 5”, que com 18.073 votos, viu sua trajetória política, que já tinha sido vitoriosa anteriormente, ser ofuscada pela falta de apoio. Sua saga política, que começou com vitórias expressivas, parece agora confrontar uma realidade mais difícil.
No geral, a tentativa de transformar a notoriedade de um reality show em um cargo público não rendeu os frutos esperados para muitos ex-BBBs nas eleições de 2026. Com tantas tentativas frustradas, a pergunta que fica é: o que será que faltou para que eles conseguissem essa transferência de popularidade para o voto? É um fato curioso, uma janela aberta para análises futuras sobre a influência da televisão na política brasileira.
