Uma nova reviravolta está agitando a disputa judicial entre a deputada federal Erika Hilton e o SBT. No dia 10, ela apresentou suas contrarrazões à Justiça, contestando o recurso da emissora que conseguiu suspender, temporariamente, a ordem de exibição de seu direito de resposta após falas polêmicas feitas por Ratinho em seu programa.

Erika já havia vencido uma ação anterior contra Ratinho, que resultou no reconhecimento de seu direito de resposta. Agora, a parlamentar tenta garantir que essa sentença permaneça válida. Em sua defesa, ela reafirmou que a Lei do Direito de Resposta também se aplica a programas de entretenimento, como o do apresentador.

A deputada argumentou que as declarações de Ratinho não foram meras críticas políticas, mas sim ataques à sua identidade de gênero. Segundo ela, as palavras do apresentador eram direcionadas a ela como mulher, não como política, o que torna a situação ainda mais delicada.

Outro ponto levantado por Erika foi a alegação de liberdade de expressão realizada pelo SBT. Ela lembrou que esse direito tem limites legais e constitucionais, e não pode ser usado para desrespeitar outros direitos fundamentais. Para ela, ataques pessoais e ofensas difamatórias não são justificáveis, mesmo no contexto político.

A deputada também fez uma acusação grave contra a emissora, afirmando que o SBT estaria tentando enganar o Tribunal ao sugerir que ela mesma havia divulgado um vídeo como parte de seu direito de resposta. Erika negou qualquer divulgação e alegou que a emissora distorceu os fatos para tirar proveito da situação.

Além disso, Erika Hilton pediu que a Justiça reconheça a má-fé do SBT no processo, solicitando a aplicação da multa prevista em lei. Agora, a disputa chega ao Tribunal de Justiça, onde os desembargadores irão analisar o recurso do SBT e decidir se a decisão favorável à deputada será mantida ou alterada.