Um desdobramento inesperado vem agitando o mundo da música: a turnê “Loop” de Ed Sheeran pode enfrentar cancelamentos devido a polêmicas envolvendo o rapper Macklemore. Tudo começou na noite de 4 de setembro, quando Macklemore se apresentou com Ed em Nova Jersey e fez declarações em apoio à Palestina, gerando um descontentamento que reverberou por toda a indústria.
No dia seguinte, um pedido formal do Conselho Israelense-Americano atingiu a turnê, solicitando a exclusão de Macklemore do line-up. A Messina Touring Group, responsável pela promoção das apresentações nos EUA, anunciou à revista “Rolling Stone” que os locais agendados não permitiriam shows com o rapper, o que prejudicaria não apenas a turnê, mas também os fãs envolvidos. “Isso resultaria no cancelamento da turnê e impactaria centenas de milhares de fãs”, informou a empresa.
Macklemore, que estava programado para se apresentar em oito dos últimos dez shows da turnê americana, optou por se retirar após discussões sobre a situação. Ele fez um tocante comunicado, enfatizando sua posição sobre o conflito e afirmando: “As vítimas são os palestinos”. Ed Sheeran também se manifestou, esclarecendo que a decisão não foi sua, mas da promotora em função das pressões dos locais.
O clima se intensificou ainda mais na sequência. Na terça-feira, 15 de setembro, outros artistas, como Finneas e Lukas Graham, também optaram por se afastar da turnê, alegando que não podiam se apresentar sem Macklemore. Cada um deles expressou a importância de se levantar vozes contra a opressão, destacando suas razões pessoais para não seguir adiante com o projeto.
Com essa debandada de artistas, a situação se torna ainda mais delicada para Ed Sheeran e seus shows agendados, incluindo as apresentações em São Paulo, previstas para dezembro de 2026. A ansiedade do público aumenta e as consequências dessa polêmica ainda são incertas, especialmente em meio a um cenário de crise humanitária relatada por instituições como a ONU. Todos os olhos estão sobre essa turnê e seus próximos passos.
